| Meu caso com Isabel |
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por Rodrigo Lima
"La casa de los espíritus", de Isabel
Allende, é um livro estupendo. De primeira linha. A autora, nele, trata
de tratar de tudo: amor, ódio, vingança, esperança, golpe de Estado,
idealismo, idealismo político, reforma agrária. Tudo através da
história- estória de três gerações da família Trueba.
O livro é de fácil leitura. Suas 383 páginas são lidas com
rapidez, pois Isabel sabe como atar o leitor à estória. Ao final de
cada capítulo, de cada parte do livro, há um "gancho", até melhores que
os das novelas da Globo. Com a diferença de que não precisamos esperar
o dia seguinte para saber o que ocorrerá com nosso querido
protagonista. Algumas passagens do livro são simplesmente magistrais.
São frases, geralmente curtas, que que marcam. E nos fazem pensar,
refletir.
Além disso, Allende tem a capacidade de transformar o cotidiano em uma verdadeira aventura. A aventura do cotidiano. Viver (o) dia-a-dia, não como se fosse o último, mas apenas como parte da vida. O cotidiano mágico. "A casa dos espíritos" não é um desses livros que, terminada a leitura, diremos: "Sou um novo homem.". Não, a literatura não vive só de clássicos. Mas tampouco é um desses best-sellers produzidos (não são escritos) mais rápido que Big Macs. É um livro estupendo. Que se lê com prazer. Que nos faz pensar. Algo que muito me agrada nas artes, e na literatura em especial, é que cada leitor tem uma interpretação diferente da mesma obra, do mesmo livro. No meu caso, que não sou crítico e não passo de um leitor mediano, "A casa dos espíritos" me deu uma vontade louca de viver os pequenos prazeres de cada instante da vida. Intensamente. Para que, um dia, eu tenha algo que contar a meus futuros netos, na hora de dormir. E para que eles tenham orgulho do avô. Como tenho eu dos meus. {moscomment}
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