| Simpósio de direitos humanos: crônica, agradecimentos e desculpas de um aprendiz |
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por Rodrigo Lima
Acabou o evento. Aplausos, agradecimentos, elogios. E uma sensação de alívio. De dever cumprido. Todos nós fizemos o melhor que pudemos. Mas o meu melhor não foi bom o suficiente. Fosse eu mais eficiente, poderia ter feito mais. Não basta querer fazer, é necessário saber fazer. Sou apenas um aprendiz. Desculpas aos meus amigos organizadores e a todos os que participaram do evento.
Breve crônica
No segundo dia, a professora Esther Martinez defendeu a historicidade dos direitos humanos, com a qual estou de pleno acordo. Afirmou que os direitos humanos são como um cordão, que nasceu para defender o liberalismo burguês, ao qual se vão somando vários discursos, sendo o do multiculturalismo o que se pretende encaixar no momento. Logo em seguida, o prof. David Falcão, recém-doutor pela Universidade de Salamanca, falou do multiculturalismo e direitos humanos. No debate, David defendeu que o ordenamento jurídico deve ser usado para fazer respeitar os direitos humanos, mas em um segundo momento, pois a educação deve ser a primeira forma. No terceiro dia, o professor Fernando Oliván tratou da participação política e do dirieto ao voto. Ato seguido, Juan Antonio Pérez Millan ofereceu-nos uma palestra sobre a relação entre os direitos humanos e o cinema. A projeção do filme Missing, que retrata um caso real de uma esposa e um pai em busca de seu ente querido, no Chile de Pinochet. Recomendo vivamente o filme. Mais em: PlanetaEducacao.com.br e Historianet.com.br. As comunicaciones foram muitas (22) e muito variadas. Apresentadas por mestrandos e doutorandos de universidades de Espanha e Portugal, trataram desde a rádio comunitária do Alto José do Pinho, no Recife, até a relação entre meio ambiente e conflitos armados, passando pela questão da imigração e pelo direito à educação. Meu muito obrigado a todos os alunos que apresentaram trabalhos e enriqueceram o simpósio. Agradecimentos e desculpas de um aprendiz Meus agradecimentos à professora Esther Martinez, pela confiança, aos professores-palestrantes, pelos trabalhos, aos assistentes e leitores de deigualaigual.net, pela participação, a Caja Duero, pelo patrocínio. Aos meus amigos organizadores e colaboradores, pelo hercúleo esforço. A todos, muito obrigado e desculpas por não saber ter feito mais. Sou apenas um aprendiz.
Apesar de meus erros e omissões, foi um bom evento, que serviu para conscientizar-nos ainda mais e ampliar o debate. Mas é apenas um primeiro passo. Devemos recorrer também a segunda milha.
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5.41)
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